
Um V. Guimarães inteligente, inspirado e confiante atropelou o Belenenses de uma forma que o resultado não traduz na sua plenitude. A formação de Cajuda ganhou, ganhou bem, de uma forma cristalina até e despediu-se em grande de um ano fantástico.
A incerteza no resultado durou apenas dez minutos. Ao décimo primeiro, João Alves fez um passe de vinte metros que rasgou a consistência do Belenenses e Alan trabalhou bem sobre Ruben Amorin antes de rematar a centímetros da baliza de Marco.
Num instante o V. Guimarães percebeu que o adversário não era intransponível, como parecera até então, e que havia uma forma de o ultrapassar: em transições rápidas. A partir daí, então, fartou-se de jogar futebol e de criar situações de golo iminente.
Quase sempre em jogadas rápidas, com muita mobilidade na frente e um inspirado João Alves na distribuição do jogo, o V. Guimarães esvaziou de confiança um Belenenses que na última semana batera o Benfica e partiu para uma exibição pujante quanto baste.
Tanto assim que no final da primeira parte o Belenenses não criara uma única situação de perigo. Já a equipa da casa marcara um golo numa excelente jogada colectiva e criara futebol para marcar mais dois ou três em outras situações de recorte entusiasmante.
Um pouco mais Belenenses, mas muito pouco
Perante a imensa desinspiração da primeira parte, esperava-se que Jorge Jesus mexesse na equipa ao intervalo. Não aconteceu logo ali, aconteceu pouco depois quando colocou Fernando no lugar de Silas e esticou a equipa com a colocação de três homens na frente.
O Belenenses melhorou, cresceu no campo, conseguiu por fim jogar no terreno adversário e, mesmo criando perigo só num remate de Hugo Alcântara, lançou incerteza através de cruzamentos que faziam a bola passar com alguma frequência junto à baliza de Nilson.
Mas foi coisa pouca. Manuel Cajuda emendou a mão com a entrada de Felipe, tendo com isso devolvido à equipa a estabilidade perdida com a troca de Mrdakovic por Tiago Targino. Pelo que com relativa tranquilidade a equipa segurou uma vantagem que merecia outra expressão.
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