O Vitória sofreu esta noite uma derrota por 3 – 2 frente ao Boavista, no Estádio do Bessa. Contar a história do jogo é tarefa hercúlea: tão difícil é digerir este resultado, como será difícil expressar por palavras a superioridade do Vitória.
Mas vamos por partes. Quando a equipa vitoriana “acordou”, marcava o relógio 13 minutos de jogo, já o placard assinalava uma vantagem de 2 – 0 do Boavista.
Sem nada ter feito por isso, e depois de 2 livres laterais, o Boavista marcava por Fary e Radanovic (autogolo).
A partir daqui, talvez o Vitória tenha feito a melhor exibição da época. Felipe entrou para o lugar de Luciano e 5 minutos depois já facturava. O Vitória nunca tirou o pé do acelerador mas chegou ao intervalo ainda a perder.
No segundo tempo, mais do mesmo. Jogo de sentido único e a denunciar o maior banho de bola que se viu nesta temporada em jogos do Vitória. O empate chegava com naturalidade por intermédio de outro jogador vindo do banco: Tiago Targino.
Com 2 – 2 no marcador, o Vitória continuou a ser a melhor equipa. Contudo, outro lance de bola parada (mais um!!) oferecia ao Boavista um resultado mais difícil de sair em sorte que o jackpot do Euromilhões.
Com 10 minutos para jogar, os comandados de Cajuda ainda se lançaram para cima do adversário. Flávio não conseguiu marcar em cima da linha e Alan desperdiçou com a baliza escancarada.
É certo que não se pode falar em milagre mas, por esta altura, os boavisteiros devem estar a perguntar aos céus como conseguiram ganhar este jogo.
Lucílio Baptista fez uma arbitragem ao nível do que já habituou os vitorianos. Talvez por isso, o melhor a fazer seja evitar qualquer tipo de comentário ao trabalho da equipa de arbitragem.
Estádio do Bessa, no Porto
Árbitro: Lucílio Baptista (AF Setúbal)
BOAVISTA – Jehle; Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Bruno Pinheiro; Fleurival (Olufemi, 65 m), Diakité e Jorge Ribeiro; Grzelak, Fary (Bangoura, 75 m) e Mateus (Edgar, 56 m).
V. GUIMARÃES – Nilson; Andrezinho, Radanovic, Geromel e Luciano Amaral (Felipe, 23 m); João Alves (Rabiola, 83 m) e Flávio Meireles; Alan, Fajardo (Tiago Targino, 64 m) e Desmarets; Ghilas.
Ao intervalo: 2-1
Golos: 1-0, Fary (1 m); 2-0, Radanovic (13 m, autogolo); 2-1, Felipe (29 m); 2-2, Tiago Targino (66 m); 3-2, Ricardo Silva (80 m).
Resultado final: 3-2
Cartão amarelo a Fajardo, Felipe, Diakité e Tiago Targino.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
APÓS JOGO:
PALAVRAS DO MISTER:
Manuel Cajuda, em declarações na sala de imprensa do Estádio do Bessa, após a derrota de 3-2 com o Boavista:
«Em 25 anos de futebol, nunca deixei que um adjunto desse a cara após uma derrota. Por isso vim aqui, mesmo com a perna engessada. Fizemos um jogo excelente, apesar da derrota. Logo no início, sofremos um golo e depois levámos com um autogolo. Jogámos muito bem, um futebol muito bonito e chegámos ao empate. Os jogadores lutaram muito e sentiram alguma necessidade de recuperar. Aí surge o terceiro golo, também de bola parada. Mesmo assim podíamos ter feito o 3-3».
Sobre Lucílio Batista: «Não falo. Nos últimos três anos nenhum árbitro se pode queixar de qualquer declaração minha. Tenho o jogo gravado em casa e se quiser empresto-o ao senhor árbitro. Naquele lance do Felipe, não digo que haja grande penalidade, mas se ele não a assinalou tinha que mostrar o segundo amarelo ao Felipe».
Sobre Felipe: «O Felipe foi uma fabulosa esperança dos sub-20 do Brasil, mas depois as lesões não o deixaram em paz. Venceu essa primeira batalha, é um jogador recuperado e agora vamos ver a partir daqui. Em Agosto vivia ainda com o fantasma das lesões, mas aguentou e hoje já teve meia-oportunidade. Há-de jogar mais vezes».
PALAVRAS DE FELIPE:
Felipe, ponta-de-lança do Vitória de Guimarães, marcou um golo no Bessa na sua segunda presença no campeonato. Após a derrota por 3-2, falou aos jornalistas.
«Houve grande penalidade sobre mim. O guarda-redes largou a bola e tocou no meu pé. Eu toquei na bola e ele fez falta. Estava ansioso por jogar. Tenho falado muito com o Manuel Cajuda mas a equipa estava a ganhar e por isso era difícil arranjar um lugar. Tive hoje uma oportunidade e entrei bem. Só foi pena termos perdido».
Manuel Cajuda, em declarações na sala de imprensa do Estádio do Bessa, após a derrota de 3-2 com o Boavista:
«Em 25 anos de futebol, nunca deixei que um adjunto desse a cara após uma derrota. Por isso vim aqui, mesmo com a perna engessada. Fizemos um jogo excelente, apesar da derrota. Logo no início, sofremos um golo e depois levámos com um autogolo. Jogámos muito bem, um futebol muito bonito e chegámos ao empate. Os jogadores lutaram muito e sentiram alguma necessidade de recuperar. Aí surge o terceiro golo, também de bola parada. Mesmo assim podíamos ter feito o 3-3».
Sobre Lucílio Batista: «Não falo. Nos últimos três anos nenhum árbitro se pode queixar de qualquer declaração minha. Tenho o jogo gravado em casa e se quiser empresto-o ao senhor árbitro. Naquele lance do Felipe, não digo que haja grande penalidade, mas se ele não a assinalou tinha que mostrar o segundo amarelo ao Felipe».
Sobre Felipe: «O Felipe foi uma fabulosa esperança dos sub-20 do Brasil, mas depois as lesões não o deixaram em paz. Venceu essa primeira batalha, é um jogador recuperado e agora vamos ver a partir daqui. Em Agosto vivia ainda com o fantasma das lesões, mas aguentou e hoje já teve meia-oportunidade. Há-de jogar mais vezes».
PALAVRAS DE FELIPE:
Felipe, ponta-de-lança do Vitória de Guimarães, marcou um golo no Bessa na sua segunda presença no campeonato. Após a derrota por 3-2, falou aos jornalistas.
«Houve grande penalidade sobre mim. O guarda-redes largou a bola e tocou no meu pé. Eu toquei na bola e ele fez falta. Estava ansioso por jogar. Tenho falado muito com o Manuel Cajuda mas a equipa estava a ganhar e por isso era difícil arranjar um lugar. Tive hoje uma oportunidade e entrei bem. Só foi pena termos perdido».
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